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CURIOSIDADES
- TEMPO DE CARREIRA - 18
anos
- NÚMERO DE CDS GRAVADOS
- 16 CDs de carreira + 2 em espanhol + 1 CD
duplo ao vivo.
- VENDAGEM - 28 milhões
de cópias para 19 álbuns.
- RECORDE DE PÚBLICO
- 250 mil pessoas no Parque do Ibirapuera
no show para o evento Pão Music, em
2002.
- IDADE DE CADA UM - 46 (Zezé)
e 36 (Luciano)
- IDADE QUE COMEÇARAM A DUPLA
- ZC com 28 e Luciano, 18.
- O QUE SONHAM MAIS NA VIDA ? -
um mundo de paz e que nosso país possa
superar as dificuldades
CDS VENDIDOS
Mais de 30 milhões de
cd's próprios e somente de carreira .(Fonte: Sony Music)
não contam nestes números projetos
especiais para empresas e vendas relativas a
participações em cd's
como :
discos de novela , cd's do projeto Amigos ,
Padre Marcelo e etc .
Um dos 03 únicos artistas brasileiros
a superar a marca de 100 mil DVD'S vendidos.
O QUE REPRESENTAM 30 MILHÕES
DE CD'S VENDIDOS EM 18 ANOS
POR ANO
28 milhões : 18 = 1.555.555 cd's por
ano
POR DIA
18 anos = 18 X 365 = 6570 dias
28 milhões : 6570 = 4261 cds por dia
POR HORA
4261 X 24 hs = 102 264horas
28 milhões : 102 264 = 273 cds por hora
Parcerias
em gravações
Julio Iglesias, Willie Nelson, Fagner, Leandro
e Leonardo, Chitão e Xororó, Daniel,
Fafá de Belém, Dominguinhos, Sérgio
Reis, Daniela Mercury, Roberto Carlos (Nossa
Senhora), Joanna, Hebe, Ana Maria Braga, Ângela
Maria e etc.

Em estúdio - Ivete Sangalo

Em estúdio - Chico Buarque

Gravação do Clipe
- Ivete Sangelo
DIRETORES DE SHOW
Aloísio Legey ; Wolf Maia ; Jorge Fernando
e Casagrande
SHOWS
média de 130 shows por ano
EXTERIOR
CDs em espanhol lançados no mercado latino
e na Espanha , inclusive com tema em novela
no México .
cds lançados em outros países
: Portugal e Japão
PRÊMIOS
Academia Brasileira de letras - 2003 - melhor
dupla
Grammy Latino - 2003 - melhor álbum de
música sertaneja
Grammy Latino 2004 – melhor álbum
de música romântica
Prêmio TIM 2006 – melhor dupla de
canção popular
Prêmio TIM 2007 – melhor dupla de
canção popular
ARTISTAS QUE GOSTAM
E VÃO A SHOWS DA DUPLA
Reynaldo Gianeccini (já declarou
várias vezes não ter vergonha
de gostar de ZC&L)
Marília Pêra
Francisco Cuoco
Rita Guedes
Isadora Ribeiro
Cristiana Oliveira
Paloma Duarte
Tais Araújo
Luciano Huck e Angélica
Ana Maria Braga
Carolina Dieckmann
Samara Felippo
Suzana Vieira
Juliana Knust
Preta Gil
Sérgio Marone
Caetano Veloso
Hebe
Faustão
Antonio Fagundes
Gugu Liberato
Rita Guedes
Lima Duarte (participou inclusive do último
clipe, que foi o primeiro na carreira do Lima).
Chico Anísio (já deu até
cavalo, que ele é criador, para o ZC;
vai ao show e fica na fila do gargarejo)
Murilo Rosa
Cecília Dassi
Isabel Fillardis
Tom Cavalcante
Frejat
Flávia Alessandra
Roberto Justos
Carla Vilhena e Chico Pinheiro
Ângelo Antônio
Mauro Naves e Patrícia Novaes
Tom Cavalcante

Zezé Di
Camargo e Luciano são bi-campeões
Segundo a Crowley (órgão
responsável pela pesquisa fonográfica),
Zezé Di Camargo e Luciano têm música
mais executada pela segunda vez consecutiva.
Trata-se de “Fui Eu”.
Em 2004, a dupla venceu com “Nosso Amor
é Ouro”.
POEMA DE ZEZÉ
PARA GOIÁS
Nasci numa casa branca
fincada num pé de serra
onde canta os passarinhos
e é mais bela a primavera
Sou da terra onde o mato
fica verde o ano inteiro
sou do estado que pulsa
o coração do brasileiro.
Goiás meu berço eterno
tenho orgulho desse chão
tenho os campos goianos
quardados no coração
Pirenópolis, Goiás velho
onde a história está presente
a cultura de um povo
a alma da minha gente
Sou do estado do Araguaia
chapada dos veadeiros
das águas quentes de caldas
do peão de boiadeiro
sou da terra da esmeralda
do arroz, pecuária e pequi
seu perfume sinto daqui
Deus me fez pequeninho
porque Deus bem quis assim
Goiás é grande, imenso
mas cabe dentro de mim
Trago na mente a história
do berço onde nasci
sou poeta cantador
das agruras que vivi
sou menino viajante
em busca de algo mais
mas um dia eu volto e planto
os meus sonhos em Goiás.
Crônica de Luciano Camargo sobre seu pai
São tantas as lições que meu pai me ensinou. Mas, de todas elas, duas marcaram minha infância e as sigo como exemplo até hoje.
Nossa família é grande, mas, quando éramos pequenos, morávamos numa casa bem pequena. O dinheiro era pouco, a luta grande e a sabedoria do velho Chico mais ainda. Meu pai, na sua brilhante maneira de nos educar, usava o verbo dividir para tudo. “Quem sabe dividir, sabe multiplicar”, dizia ele. “Jesus multiplicou os pães para dividir entre os irmãos”, completava.
Em dias difíceis, com pouca comida, ao invés da minha mãe colocar um pouco em cada prato, ele pedia para que comêssemos todos no mesmo prato. Chamava cada um pelo seu próprio nome, juntava os oito filhos na mesa e falava: “Vocês vão comer todos juntos no mesmo prato para entender a maior de todas as lições entre os irmãos: a união. Faço isso para que vocês sejam unidos por toda vida”. E detalhe: a garfada era por ordem de nascimento. Assim, a gente aprendia também a conviver com a hierarquia familiar. Assim, compartilhamos até hoje. O que o mais velho diz, o outro respeita.
Talvez na época eu acreditasse que a comida estava na quantidade certa. O que é isso diante do mais nobre alimento? Daquele que não pode faltar em todas as mesas: o amor.
A segunda lição serviu como meu primeiro ofício. Eu deveria ter uns oito anos quando decidi que precisava ajudar em casa de alguma forma. Meu pai estava na construção (ele era mestre de obras) e eu fui levar a sua marmita, preparada sempre com muito carinho pela minha mãe Helena.
Comecei a falar com ele que eu precisava trabalhar, mas não sabia o que fazer. Meu irmão Zezé Di Camargo já cantava. Era o começo dele nesta difícil arte do mercado fonográfico. E eu era (e continuo sendo) seu fã número 1. “Pai, quero brilhar como meu irmão”.
Foi quando ele soltou uma frase marcante: “Já sei Welsinho o que você pode fazer. Quando retornar, vou te ensinar uma coisa”.
À noite, meu pai chegou com um caixote de madeira, me chamou no quintal e, sem falar o que iríamos produzir, juntos, começamos a fazer uma caixa de... engraxate!
Foi uma grande surpresa. A cada peça serrada, a cada prego batido pelo velho martelo, ele me contava seus “causos”. Depois, tirando de um saquinho pastas, escovas, flanelas e graxa, anunciou: “Welsinho, aqui está seu material de trabalho. Seu primeiro ofício será o mais nobre de todos: dar brilho aos passos dos outros. Sabe por quê? A gente só aprende a brilhar, quando dá luz aos caminhos do próximo”.
São essas as brilhantes lições que sigo no meu caminho, embora o destino me permitiu dividir cena com meu irmão neste palco iluminado que é a vida.
Crônica de Zezé di Camargo sobre seu pai
“Sempre admirei a sabedoria do velho Chico. Diante de sua humildade e a mínima formação escolar, meu pai arranjou uma forma irreverente para me ensinar a “ler as horas’, como ele dizia.
Eu deveria ter uns seis anos e já era apaixonado por relógio. Isso faz tempo... A gente morava num vilarejo, lá em Pirinópolis, e raramente ia para a cidade ver as lojinhas. Uma vez, eu vi uma foto de um relógio numa revista, na verdade numa página solta, que embrulhava uma compra que eu, menino de recados, fazia para a minha mãe, na mercearia. O que tinha dentro já nem lembro mais. Mas peguei aquela página e corri para mostrar ao meu pai:
“Pai, quero um presente deste! É muito bonito. Assim eu vou saber as horas?”
“Vai, meu filho. Mas o melhor é entender a força do tempo. Melhor que ler as horas, é saber lidar com o tempo”.
Foi aí, que entre tantas perguntas, reação típica nesta fase da vida, eu indaguei: “Mas quem inventou o relógio?”
Como é bem a linha de seu Chico, ele contou uma longa história. Hoje, eu sei que é o estilo dele, mas na época eu acreditava naqueles causos, mas isso só o tempo mostrou. Pois bem, assim nasceu a lição das horas, segundo meu pai: “Diz a lenda que para medir o tempo, os deuses criaram o relógio. Queriam algo redondo como a Terra. Mas havia aqueles que não concordavam com o formato em círculo e criaram a ampulheta. Dentro, os grãos de areia serviam de medidores.
Por que a areia, pai? – era mais uma pergunta. Qual criança nessa idade, ouve sem perguntar?
Por uma questão simbólica, foi a bela resposta do meu pai. E foi explicando: como o tempo, a areia escorre tão rápido das nossas mãos, voa... Voa como o tempo. Com o passar do tempo, o universo conspirou: a era dos deuses passou e a época dos ponteiros, indicando segundos, minutos e horas chegou. E nada melhor para contar o tempo do que os números. É uma questão matemática.
Já que o mundo é redondinho e dá voltas, o relógio, símbolo maior do tempo, tinha de ser assim: como a Terra.
E tudo voltou a ser como antes, como queriam os deuses. Pelo menos é o que diz a lenda.
Mas, pai, e o relógio, você vai comprar?
O tempo passou e eu só fui colocar um relógio no pulso um ano depois. Nem por isso, deixei de aprender as horas. E foi com mais uma atitude exemplar por parte de meu pai. Foi ele que fundou uma escola no Sítio Novo, onde morávamos, para que as crianças aprendessem a ler e a escrever. Assim, aprendemos também as horas.
Mas, quando subi no palco pela primeira vez, ganhei um relógio. Foi minha mãe que deu e meu pai fez questão que o presente viesse dela. Hoje, entendo a lição: é a mulher que gera a vida, exibe uma barriga redondinha como a Terra e tem o dom de mostrar que, para existir vida, precisa ter tempo. As horas, bem, ora as horas, são apenas detalhes neste mundo que dá tantas voltas. Como os ponteiros de relógio, claro.”
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