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Nem Zezé Di Camargo e Luciano sabem muito bem como é que 25 anos se passaram desde que “É o Amor” se consagrou de norte a sul do país, sendo, de tempos em tempos, regravada pelas vozes mais plurais da Música Brasileira. Mais que isso: por mais planejamento que tenham traçado nessas duas décadas e meia, parece espantoso até para eles o fato de estarem em voga de modo tão constante, por todo esse tempo, período que parece um grão na história da humanidade, mas que tem absoluta relevância no quebra-cabeça da vida da gente.
O show que celebra esse momento, “Romântico Demais”, tem apresentações confirmadas para os dias 10 e 11 de novembro, no Citi Bank Hall, em São Paulo. A cenografia é assinada por Rogério Falcão e dá início para a turnê 2017.
Com uma passarela suspensa, como se flutuasse em meio à plateia, “Romântico Demais” é, por definição do empresário da dupla, Emmanoel Camargo, “uma viagem no tempo”. “Teremos aquelas canções que não necessariamente foram trabalhadas nas rádios, de 1991 para cá, mas que o público gosta e sempre cantou e pediu nos shows. Agora, atendemos os pedidos”, adianta. No repertório, o público poderá contemplar um pedacinho de cada época da dupla, durante toda a sua trajetória. Faz Mais uma vez Comigo (1993), Na Hora H (1995), Da Boca pra Fora (2000), Sufocado (2002), Flores em Vida (2014) e Mentes tão Bem (2015), são alguns dos hits mais solicitados. São mais de 40 milhões de cópias vendidas. Só no Brasil, somam cerca de 120 shows por ano, com público médio de 50 mil pessoas, enquanto avançam fronteiras pelo mercado latino vizinho ao Brasil com sucesso esplendoroso. A façanha maior, no entanto, está na permanência constante no top 5 das paradas de sucesso durante esses 25 anos. Em 2005, ao emprestar suas histórias ao cinema para o longa-metragem “2 Filhos de Francisco”, as bilheterias fizeram jus ao histórico da dupla, com quase seis milhões de ingressos vendidos.
A “viagem no tempo”, que agora se apresenta surge como oportunidade rara, e muito especial em razão da celebração pelos 25 anos de uma história de sucessos, de percorrer toda essa linha do tempo por meio das canções que fazem sua trilha sonora. E, ouvindo todo o repertório, é de se perguntar se realmente se passaram duas décadas e meia, ou se tudo parece ter sido cantado ontem mesmo, um pouco pela falta de noção que a velocidade do tempo nos impõe, um pouco pela permanência dessas canções na nossa memória afetiva. Que Bom!

Arleyde Caldi – MTB 23331