Entre os efeitos clássicos desse nutriente estão a capacidade de baixar o colesterol LDL, que ameaça as artérias, e alavancar o HDL, considerado vantajoso.
Ocorre que a gordura boa não é o único trunfo do suco da azeitona. Pelo fato de ele não passar por refino também o torna uma bela fonte de vitaminas e polifenóis. Estes são reconhecidos por sua função antioxidante, o que ajuda a explicar não só a defesa do HDL — e a garantia de sua boa atuação — como outras tantas benesses ao organismo creditadas ao alimento.
O azeite extra virgem, com maior teor dos tais polifenóis, anda surpreendendo lá para as bandas da cabeça. Em estudo com cobaias, o oleocantal, uma dessas substâncias, incitou a limpeza das proteínas beta-amiloides. Isso é animador porque, com o tempo, elas formam emaranhados capazes de destruir os neurônios — uma das hipóteses que explicam o estrago do Alzheimer.
Outro elemento que tem exibido potencial de debelar males neurodegenerativos atende pelo nome de hidroxitirosol. A combinação de antioxidantes ainda coloca o alimento na posição de aliado contra diabetes, osteoporose e até alguns tipos de câncer. A verdade é que, em termos de saúde, não faltam motivos para transformar o óleo da azeitona no rei da cozinha.
O lado infeliz: nem tudo que reluz dentro das garrafas é o azeite que a gente espera. Nada de virgem ou extra virgem. Esse líquido pode estar cheio de falhas e costuma ser misturado a outros óleos vegetais, como de soja, milho e girassol.
Como escolher?
– Dê preferência aos mais novos. É que, com o tempo, os polifenóis do azeite vão se perdendo.
– O desejável é que tenha sido embalado no país de origem. Isso reduz o risco de fraudes, como inclusão de outros óleos.
– Na lista, deve constar apenas “azeite de oliva extra virgem”. Afinal, o produto nada mais é do que o sumo da azeitona.
– Evite marcas baratas: é indicativo de misturas. E ninguém merece pagar 10 reais em óleo comum.
– Escolha garrafas escuras e do fundo da prateleira. Sinal de que os polifenóis estão mais blindados.
– Ao ler “tempero português” ou “tempero espanhol”, significa que é mistura, e não azeite puro.
– O ideal é caprichar no fio de azeite ao finalizar pratos quentes. Dessa maneira, os polifenóis, sensíveis ao calor, são preservados.
– Para evitar a oxidação mais acelerada dos polifenóis, coloque o vidro longe da luz. Aliás, esse é o melhor recipiente para o óleo.
– Depende da azeitona. Mas, fechado, tende a durar mais ou menos um ano. Depois de aberto, o correto seria consumir em um ou dois meses.

Créditos:
Dra. Roseli Rossi – Nutricionista Especialista em Nutrição Clínica e Funcional (CRN 2084)
Clínica Equilibrio Nutricional
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